sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Carta ao amor desconhecido

"Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva!"
Cássia Eller - Palavras ao vento


Amor da minha vida, que ainda não chegou;


Esta não é mais uma carta de amor. São sonhos, rabiscados em torpes palavras, pra que você tente entender o que ainda é obscuro para mim...
Eu não te conheço. Bom, pelo menos acho que não. Talvez nós já tenhamos nos visto em alguma fila de banco, num cinema ou até mesmo no metrô. Mas, um dia, eu vou te (re)encontrar! E te reconhecer como minha goiabada-com-queijo! Fico fantasiando esse dia, sabe? Se a gente vai mesmo viver o resto da nossa vida juntos, é bom você saber: eu sou uma romântica incurável! Será que eu vou de repente me sentir flutuando, enquanto nossos olhares gritam a essência de um forte e fervoroso amor? Será que conseguiremos nos lembrar de como éramos antes de nos conhecer? Será que de uma hora para a outra vamos perceber que nos completamos, e que a vida não fará mais sentido, a não ser que enfrentemos a longa caminhada do amor juntinhos, com direito a uma sopa quentinha servida na nossa casinha-de-noiva? Será que demoraremos pra perceber que o nosso inevitável destino é entrelaçar o fio de nossas existências?
Ah, tantas incertezas! Não é fácil estar apaixonada por alguém que não conhecemos... Mas, acredito que amar não é ter sempre certeza. Muito pelo contrário. Nossas certezas nos desunem. Pra quê queremos nossa "tampa da panela" se tudo já nos é certo? Acredito que amar é aceitar que somos incompletos. É tirar a máscara de mulher forte, resistente e madura. É tornar-se de novo uma menina. É poder ser você mesma, e nunca precisar fingir. É confiar que suas incertezas, desesperanças e inseguranças apenas erguem o alicerce de uma personalidade que ama.
Então, você como já deve ter percebido, eu te amo. E estou escrevendo isso para falar que espero com expectativa nosso encontro. Somos imperfeitos, somos sujos, mas estamos juntos. E juntos superaremos. Vamos demorar pra aprender a nos amar. Vai ser difícil, eu sei. Mas, temos tempo. Todo o tempo do mundo, até que a morte nos separe! Peço que me ame, só. E eu vou te amar também. Ou melhor, continuar te amando.

Deixo aqui meu beijo, o primeiro e mais tímido de muitos, muitos calorosos e apaixonados beijos

Sua princesa, que ainda não chegou.


"Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor."
Vinicius de Moraes

9 comentários:

gii bardi disse...

doroth, você se superou nesse! *¬*
adorei! diz tudo que alguem que 'espera' sente ( eu acho todos sentimos isso, nao? haha )
PARABÉNS :D

Moni disse...

Nossa não tenho o que comentar!!
você falou tudinhu...
perfeito...
me apaixonei pelo seu texto!

hauahuahauah

Continue assim Doth!
Bom de mais

Erika disse...

Doth do céu ... ameii ! Gostei da parte ... " e te reconhecer como minha goiabada-com-queijo" ... rsrsr ... ficou lindo demais da contaa ... ! Parabéns !!

Carolina disse...

Doroth eu realmente gostei, da carta digamos que tem sido a realidade de muitas garotas no meio cristão, sendo que muitas não encontram o lugar certo onde esperar, mas amei o jeito que você expressou e colocou a espera.
Beijos!!
Parabéns...

gabs . disse...

cada texto uma surpresa, cada texto um prazer saciado.
sinto falta de seus textos antes mesmo de você os escrever!

amei doth, de verdade!

kporto disse...

eithaaaa
coração apaixonado por natureza!
amei

.Uwe disse...

Nice

Heloísa Vilela disse...

É por isso que eu gosto de amor. Ele serve como inspiração de qualquer coisa...

isis umbelino disse...

Não posso deixar de comentar, lindo texto, ouso dizer que é um dos melhores que você já escreveu. E persevere na espera!!! E a música... PERFEITA!

Parabéns!
Ísis