sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não sei como explicar
com todas as palavras
o quanto eu queria participar
da sua vida de vidas exatas,
das palavras que te sustentam
que te dão tanta segurança
Me vejo aqui de longe,
e o sentimento é o de uma criança
Que não sabe ouvir teu não,
que espera te decifrar
mas que ao mesmo tempo sabe
que não pode falar de amar.
Então agradeço contente
a presença de um grande amigo,
com o coração confortado
e feliz por não teres partido.
Porque mesmo que tua vida
não siga a minha como eu havia sonhado,
esconderei qualquer 'alguma coisa'
pra de qualquer forma te ter ao meu lado.
E seremos assim companheiros
parceiros nessa longa estrada
tão diferentes, mas não os primeiros
em uma amizade assim, inusitada.
Que o tempo passe tranquilo,
que seus filhos me conheçam um dia
e que nos ouçam contar sobre aquilo
que fez o 'pai' ser amigo da 'tia'.
Diremos a eles que podem
agir sempre honrando a verdade
que tudo podem construir,
nas bases sólidas de uma amizade.
Você vai rir me dizendo:
' Ainda é magrela,
morena, bobinha
e fala com voz
de sino badalado '
E eu vou responder feliz:
' Ainda tem o coração puro,
mas olhos de cigano
oblíquo
e dissimulado '.

3 comentários:

luiza disse...

porque seus textos são sempre perfeitos e se encaixam perfeitamente da minha vida? *-*

Mariana Diniz disse...

obrigada pela honra :D

cheester_vi disse...

E essa versão de Machado de Assis ai hein, adaptação "Olhos de ressaca, ou de cigana oblíqua e dissimulada"
Muito bom.