segunda-feira, 8 de março de 2010

Querido amigo,

Quanto tempo, desde que você se foi! Fiquei muito feliz em receber aquele seu email. Muito, muito feliz mesmo! Passei o resto do dia com um sorrisão bobo na cara, sério.
Então, seu sei que você não perguntou das novidades. Talvez você nem esteja interessado nelas. Mas, como eu sou CHATA, eu vou contá-las, tudo bem?
Agora eu estou trabalhando mais perto de casa, mas o caminho parece três vezes mais longo porque você não está mais comigo para me fazer rir durante ele. Resolvi seguir seus conselhos e parei de usar aquele batom vermelho. Como agora eu não posso mais chamar a sua atenção com ele, usá-lo perdeu toda a graça.
Lembra daquele violão velho que você esqueceu no escritório? Levei ele para casa, espero que não se importe. Aprendi a dedilhar todas as músicas daquela nossa banda. Mas, é claro, não tão bem quanto você! Sério, ainda está pra nascer alguém que interprete músicas de amor tão bem quanto você. Só ficaria melhor se você as cantasse pra mim, é claro.
Sabe aquela padaria em que você costumava tomar café da tarde, e que faliu ano passado? Reabriu nessa semana. Fui lá sozinha, mas acredita que sem você aquela tortinha de frango perdeu todo o sabor?
Então, era isso. Estou com muitas, muitas e muitas saudades. E gosto muito de você. Não sei porque tenho essa necessidade, de ficar repetindo o quanto gosto de você. Pode ser que eu realmente GOSTE de você. Irracional, né?


Um grande beijo,
daquela que não vai ter coragem de enviar essa carta e irá postá-la no blog como se fosse algo aleatório, torcendo pra você ler e perceber que é com você que ela está falando.

2 comentários:

Gabriel disse...

Seu texto me toca de algum jeito. Não a história exatamente, mas pelas coisas implícitas, pelo jeito que você coloca as coisas, pelo sentimento... mesmo que a situação não seja a mesma.
Seus textos são muito interessantes, parabéns. ;D

kporto disse...

ai.