terça-feira, 18 de maio de 2010

o baú dos meus mais íntimos tesouros

"Pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
Mais parecida comigo que eu conheço
Só que do lado do avesso
Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
De ter você na minha
Mas acho que com você eu me esqueço
E em seguida eu aconteço"       -  Avesso, Composição de Ceumar


Estive há pouco remexendo o baú dos meus mais íntimos tesouros, e percebi que nele há vários tipos de histórias. Em algumas delas, o mocinho é galã e fofo, e encontra a mocinha, estonteantemente bonita, inteligente e desprotegida, e os dois acabam felizes para sempre. É bem Cinderela ou a Bela Adormecida. Essas histórias nos fazem sonhar, viajar, sorrir, chorar. São histórias que aquecem o coração, despertam a mente.
Mas, lá no fundo de meu baú, encontrei aquele tipo que nenhum de nós sonha. Um dos dois é bobo, desinteressante, desajustado. O outro é lindo e perfeito, e os dois se apaixonam, muitas vezes não simultaneamente. Ora esse amor concretiza-se, ora não. E antes que a certeza habite seus corações, a angústia faz deles hospedeiros definitivos. É bem Lagarto e Borboleta, A dama e o vagabundo, Eduardo e Mônica, ou até mesmo A Bela e a Fera. Minha mente frágil, caro amigo, não encontra-se capaz de definir se este é ou não o tipo mais comum. Mas, qualquer ignorante pode afirmar sem sombra de dúvidas que é nesse grupo que esta que vos fala está contida. O problema é que eu tenho a leve impressão de que a perfeita não sou eu.
Não sei como dizer isso, mas ando pensando em você. Não de uma forma obssessiva, mas em uma frequência que a cada dia fica mais difícil ignorar. Pode ser que isso seja irrelevante para você, mas para mim não é. Não sei se você pensa em mim. Talvez, juntos, não iremos a lugar algum. Ou então, talvez sejamos como Eduardo e Mônica, ou a Dama e o Vagabundo. Só que ao contrário.
É, acho que estas ideias estavam no fundo de meu baú por um motivo importante. Talvez elas sejam bem perigosas. Acho que vou escondê-las lá de novo. Pena que não dá pra esconder você junto com elas. Já estou te escondendo no coração, mas não serve.

3 comentários:

marina disse...

acho que será uma surpresa pra você me ver aqui , devido a minha ausência constante na internet .
mas estava no seu twitter e decidi ver seu blog . =)
adorei o post , de verdade .
e na minha opinião, a versão '' Eduardo e Mônica '' do amor é bem mais corriqueira ! E no fim mais interessante, duas pessoas perfeitas , que graça isso teria? Me parece morno , sem emoção . Talvez pessoas diferentes se aproximem nas diferenças , e acabem aprendendo mais com o outro , lidando com o diferente mas de maneira construtiva , se tornando uma pessoa melhor :D Doroth, falaria sobre esse assunto a noite toda aqui, mesmo que seja um monólogo, mas tenho que estudar ! haha .
beijos !

ps : lendo seus posts desperta em mim um lado mais culto , uso palavras que normalmente não usaria :D

lechuga disse...

pra vc vai ser uma surpresa me ver aki de verdade.
Mas adorei ter descuberto uma doroth q não eh a sabe-tudo, a inteligente,a refencia.Uma menina q sonha em passar no vestibular, em ser formar, em ser advogada.
disso eu já sabia: Mas no seu blog descobri uma menina q tem duvidas, q se apaixona, q naum eh correspondida, q naum esuqece nem o amor,nem o amado.descobri alguem q tem fragilidades,e emoçoes sentidas mais naum correspondida.
Enfim no seu blog descobri uma menina de apenas (15,16)anos
bjs lechuga
ps:imagina eu te dando oi (maozinha)

Lucas disse...

Simplesmente lindo!

E sei que você não vai viver uma história como a de Eduardo e Mônica ou a Bela e a Fera, mas uma história que supere a de Eric e Leslie, um romance digno de ser gravado em páginas amarelas para ser contado às futuras gerações.
Abração Doth!

Lucas