domingo, 1 de agosto de 2010

A sabedoria dos amigos-homens

Mulheres são complexas, e isso não é novidade para ninguém. Muito pelo contrário: já é um grande clichê. São tão complicadas que muitos nem se dão ao trabalho de sequer ouvi-las, quem dirá entendê-las!  Na verdade, nem nós próprias nos entendemos. Cada uma de nós mantém um castelo de sonhos e está disposta a edificá-lo a qualquer custo: nem que seja preciso mentir um pouquinho para si mesma. E depois que a carruagem vira abóbora, e as mentiras vão deixando de ser as verdades que pensávamos que eram e voltam a ser só mentiras, nós desistimos de tudo por um longo tempo, só para depois voltar a esse ciclo vicioso (e empírico!) de decepção. É por isso que na minha (nada mole) vida, tão necessário como fio dental ou como uma lixa de unha, ele tornou-se tão importante e quase indispensável. Quem é ele? Ele é o amigo-homem.
Torna-se cada vez mais famosa a lenda de que toda mulher precisa de um amigo gay. Eu não sei se ela é válida, já que nunca (que eu saiba) tive um. Mas, uma coisa para mim é certa: toda mulher precisa de um amigo homem, homem mesmo. Não precisa ser bonitão, mas se for, ajuda. De preferência, é bom que ele seja tão bonitão e visado, que você o considere totalmente fora de alcance. Ele é daqueles para o qual você conta tudo, mas ele nunca te conta nada. Aí, quando você começa a pensar que há alguma coisa errada, você percebe que ele é um homem, e provavelmente você não iria querer que ele te contasse muito mais do que já conta. 
É para ele que você pergunta se deve escrever para aquele cara ou não, e ele sempre diz que não. E você sempre desobedece, e sempre se arrepende. É pra ele que você recita as mil teorias que você mesma formulou para explicar o porquê de aquele cara ser um idiota. Você diz que ele gosta você, mas se sente intimidado, diz que ele pode ter perdido seu telefone, que ele pode ter sido atropelado, e passado por qualquer tipo de grande trauma na primeira infância e que isso pode ter afetado seus botões, que ele pode sofrer de uma patologia psico-mental e só precisaria de um empurrãozinho seu para conseguir socializar novamente... Enfim, você expõe para seu amigo-homem todos os motivos estúpidos que você inventou para continuar sendo estúpida, e tudo o que ele faz é te mostrar o quanto você é estúpida. E você chora, mas se sente incrivelmente melhor, porque ficar fingindo que não é estúpida dá trabalho pra caramba.

4 comentários:

VictoR disse...

haha, adorei. Especialmente a foto! ;D

Flá Mazon disse...

Ele é um amigo homem e tantoo beijossss!!!

kporto disse...

=)

Renata Ribeiro disse...

Interessante e bem suspeito!