segunda-feira, 28 de março de 2011

do diário de um grande amor ou da paz-ainda-mais-profunda

"A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente. Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia. Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade. Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR. Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores. (...)  Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra. A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança." Salmo 25:1-8, 12-14








Dia intenso e difícil. Aliás, todos eles tem sido. Pensamentos borbulhando no jardim do meu coração. Cheiro de lágrimas no ar. Hoje eu tive uma experiência linda. Aparentemente banal, mas é aí que está a sua beleza. Aliás, tem hora que a beleza está no banal mesmo.  A gente tenta ouvir gritos, tenta ouvir trovões, mas não ouve. Uma orquestra filarmônica até iria bem, mas, nada. Só um sussurro: 'Venha, minha querida, venha, minha bela, venha comigo!' (Ct 7:10). E parece que a gente encontra um oásis em meio a dor, só de ouvir a voz daquEle que faz nosso coração disparar. Porém, de vez em quando esse sussurro fica bem baixinho. Não é que Ele pare, mas é porque o tumulto do lado de fora é grande demais. E que a única coisa que cura essa nossa dor intensa e interna é olhar. Poemas não adiantam, palavras não adiantam, gritos tampouco. Só o que adianta é olhar. Olhar para Ele na cruz, dependurado, imobilizado, e apaixonado. Mas, mesmo quando a dor é a única palavra que temos, mesmo quando todos os outros valores estão pequeninos, Ele ainda está sussurrando. 
Hoje, mesmo em meio a todo esse tumulto e ventania que me tem feito segurar a alma com as duas mãos, Ele falou. Falou de uma forma audível. Falou tudo o que eu precisava ouvir. Me mostrou uma pontinha de Seu lindo caminho. Não mostrou tudo, né, porque senão perderia a graça. Porém, de qualquer forma, me senti lindamente cuidada e importante. Mais do que qualquer coisa, quero me levantar e ir com Aquele que me acha bela. Aquele em quem confio profundamente, Aquele a quem amo mais do que qualquer coisa. A dor ainda está aqui, mas, sabe quando a gente sente uma paz? Uma paz profunda, muito profunda mesmo. Não? É, difícil de explicar. Só experimentando mesmo.  

Beijos da pseudo-escritora e futura assistente-social (yes, He said me that!)

2 comentários:

Day disse...

Doth! eu amo balões! =*

sarah_041016 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.