domingo, 6 de maio de 2012

Difícil. Se tem uma palavra que descreva tudo isso, é essa: difícil.
Nestas últimas duas semanas, tentei fazer o que todo mundo faz e ocupar minha cabeça com bobeiras e trivialidades. Até comecei um book club de "He's just not that into you." Pra vocês terem ideia, cheguei até a fazer notas do tipo 'Se ele gostou de você, vai lembrar mesmo depois da tsunami, da enchente ou da derrota da seleção. Se não gostou, não vale o seu tempo. Sabe por quê? Porque você é maravilhosa (mas, não vai ficar metida, hein?).'. Terrível. Tentei parecer feliz, viver no Facebook e afins. Não rolou. O porquê? Tem alguma coisa errada.
Eu sei que existe mais que isso. Sei disso, porque fui criada pra isso. Fui criada pra mais. E não adianta tentar contar até dez, fingir que não existe, cantar ou bater a cabeça na parede. Eu fui criada pra mais, e nada vai fazer isso mudar.
Tá, pode ser que você tenha lido até aqui e não entendido nada. Eu entendo isso, porque mesmo eu estou demorando pra entender o que está acontecendo. 
A questão é: há mais. Mais do quê? Da única coisa que importa, oras! E nem vou dizer o que é porque eu tenho certeza que você sabe.
Não só há mais, como também HÁ. Na verdade, eu acho que agora eu nem tenho que tentar me lembrar que há mais, mas que EXISTE. Que não é só isso. E só de pensar que há mais já dá pra tentar fazer com que a gente se lembre que há, porque quando se trata dEle, viver pela metade é pior do que não viver. 
E eu quero, sabe? Cansei de futilidades. Quero viver na essência, onde ser, e não parecer, é o que importa. 
E para isso, estou aqui. Estou aqui expressando meu desejo por Ele.
Mas, não entenda como se eu estivesse buscando pelo que todos já conhecemos. Não. Eu olho pra TV, pra Igreja, pra Bancada Evangélica... Nada disso me atrai. Aquele Deus não me atrai. 
Eu não quero o deus maniqueísta, o deus que castiga, o deus irracional. Eu quero o Deus que transcende, o Deus que é todo verdade, todo justiça, todo beleza. 
Eu não quero o deus dos fortes, o deus dos intelectuais. Eu quero o Deus que vê a criança que há dentro de cada um de nós. Eu quero o Deus que as acalente.
Eu não quero o deus que condena o aborto, a homossexualidade. Eu quero o Deus que abraça o homossexual, a mulher que abortou e cante pra ela. Eu quero o Deus da graça, o Deus do amor, o Deus que não vê realidades inexoráveis. Eu quero o Marceneiro que endireite qualquer pau torto.
E para que isso aconteça, para que eu veja esse Deus, coisas vão mudar. Aguardem.

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